
As lágrimas voltaram a escorrer. Tola eu, por pensar que a tristeza havia ido embora. Sendo que ela nem tinha saído de perto de mim. É que semana passada eu consegui me controlar. Eu soube lidar com todas as dificuldades. Mesmo sem ninguém, mesmo sem forças. Porque eu falo que eu não tenho forças, mas na hora que a “barra pesa” eu sei de onde tirar-las. E foi isso que eu fiz. Mas já passou, já me perdi de novo, já me descontrolei, e perdi as forças novamente. Por um lado a culpa é minha, talvez sempre tenha sido. Mas é que sempre foi mais fácil colocar a culpa nos outros e sair como vítima. Apesar desse não ser muito o meu jeito, talvez essa seja a realidade. Eu sei que minha culpa não é em relação á maldade, e sim a minha bondade em exagero. Minha culpa ta na preocupação excessiva, ta naquela noite mal dormida pensando no problema dos outros, foi naquele frase mal interpretada que acabou magoando, foi naquela paixão do ano passado que não deu certo, foi naquele emprego que eu não consegui, foi naquele sorriso forçado que eu não pude dar, foi naquela lágrima que eu não pude segurar, foi naquele dia que eu levei muito á serio quando me disseram que eu era “fria e calculista”… minha culpa sempre esteve aí. Mas eu preferia dizer que a culpa era das pessoas, que me magoavam sem perceber, ou até mesmo com á intenção; que não se preocupava comigo; que não se importava com o meu bem estar; que não pensava nas minhas vontades; nas pessoas que nunca tiveram dó ao dizer um “não ” pra mim. Eu deveria ter percebido desde o começo que o mundo é assim. Meio esquisito, meio sem sentimentos, meio egoísta. Eu já deveria ter mudado meu jeito, já que a bondade e a compaixão não agrada essa sociedade medíocre.
(meu-imortal)

Entre o vidro do carro pude ver a chuva. O retrovisor do carro tava meio embaçado, mas pude enxergar as pessoas concorrendo no meio da rua, e sabe o que eu lembrei? Lembrei do que eu nunca esqueci. De um dos dias mais marcantes pra mim. Foi como se estivesse vivendo de novo. Eu ainda sinto os pingos da chuva em meu corpo e seus lábios tocando o meu. Sim, foi nosso primeiro beijo. Eu estava lembrando disso, do nosso primeiro beijo. Não lembro apenas do beijo, lembro também daquele primeiro abraço tímido, mas suficientemente apertado e aconchegante; e da nossa primeira conversa, aquela que íamos contar aos nossos netos. Quem diria que nós dois se tornaríamos apenas lembranças. Mas creio que você nem se lembre mais do meu nome, muito menos do meu rosto, do gosto do meu beijo, do calor do meu abraço, tu não lembra mais de mim. Já eu lembro de tudo, mas eu espero que assim como você, essas lembranças se vá, com o tempo.
(meu-imortal) and (desesperos)

Por todos os lados que eu andei eu só pude ouvir as pessoas falando friamente “vai ficar tudo bem”, mas quando? como? enquanto isso eu continuo sofrendo? continuo tendo que manter um sorriso no rosto? Eu não sou forte e nunca fui. E não adianta as pessoas me dizerem para aguentar mais um pouco, porque eu já estou exausta de aguentar tudo sozinha. E não me venha dizer que vai passar, porque não passa, nem agora e nem depois, nunca passa. Será que só eu perdi a vontade de viver? Eu saio por aí e vejo as pessoas com enormes sorrisos no rosto. Será que não consigo colocar em meu rosto ao menos um sorriso falso? Será que só eu não sou capaz de superar as coisas com tanta facilidade? Será que ninguém tem problemas ou só eu não sei lidar com eles? Cansei de ser essa pessoa tão melancólica, tão complicada, tão confusa. Ultimamente não sinto fome, e meu sono deu uma boa reduzida. Meu estomago e minha cabeça andam doendo tanto. Minha gastrite nervosa anda atacada. Aliás, não é só a gastrite, minha bipolaridade, minha depressão, aquela minha dor no corpo, aquela minha gripe da semana passada, minha carência e até mesmo a saudade, anda tudo atacado, que nem eu mesmo me aguento. Precisava me distrair, mas na TV só passa mentiras e tragédia, e no rádio á essa hora só toca músicas que me fazem lembrar do meu passado. Eu podia convidar alguns colegas e ir naquele barzinho ou naquela festa da Tati, mas não estou com saco para suportar as conversas sem graça, até mesmo dos meus colegas. Poderia telefonar para minha velha mãezinha … que saudade que tenho dela… mas ela já deve estar dormindo, e provavelmente eu choraria ao ouvir ela me perguntando “está tudo bem minha filha?” e nesse momento a última coisa que eu quero é preocupa-la. Eu podia ler aquele meu livro velho, mas meu olhos já estão cansados de ler. Ou até mesmo ver aquele meu filme preferido, mas ele já passou mais de dez vezes na sessão da tarde. Maldita hora que eu quis crescer! Porque não me avisaram que seria essa merda toda? Apenas me disseram que havia muitas responsabilidades, muitas atividades a serem realizadas, e eu não teria tempo para nada. Pois estavam enganados. Eu sou irresponsável, não consigo cuidar ao menos do meu cachorro. A única atividade que eu realizo diariamente é arrumar minha cama. E tempo? Ah eu tenho de sobra. Poderia terem me avisado para que eu pudesse ao menos aproveitar meus momentos felizes já que agora só encontro tristeza em minha vida. Tudo bem, agora vou tomar outro banho e deitar na cama na esperança de conseguir dormir. O problema é que as horas custam á passar. O problema é que eu estou sem sono e sem mais nenhuma vontade de continuar vivendo.
(meu-imortal)

Eu não me importaria se você voltasse, mesmo que fosse só por essa noite, mesmo que fosse só pra me dar o último abraço, mesmo que for pra dar o último sorriso, mesmo que for pra ficar calado, mas que fiquei do meu lado. Eu não me importaria que você me ligasse, mesmo que fosse no meio da noite, mesmo que atrapalhasse meu sono, mesmo que fosse só pra ouvir minha respiração, apenas me ligue. Eu não me importaria que você aparecesse em meus sonhos, mesmo que fosse por poucos segundos, mesmo que não fizesse nada de interessante, mas apareça. Eu não me importaria se você procurasse noticias minhas, mesmo que fosse com o meu vizinho, ou até mesmo nas minhas redes sociais, mas que você se importe comigo […] Eu não me importo com o que você faça, eu simplesmente quero que você faça. Eu quero atitudes, porque com palavras você sempre soube me enganar.
(meu-imortal)

Era uma simpática garota. Junto de um garoto encantador. Ele a chamava de princesa. E ela acreditava que ele era seu principe. Ambos tinham um sorriso reprimido, mas um amor de dar inveja. O olhar dos dois eram tão intenso, eles se tocavam de uma forma tão gostosa de se ver. Ela gostava de andar de andar de mãos dadas e ele preferia ficar abraçado. Com isso eles criaram a própria maneira de andarem juntos. Eram como julieta e romeu. Um casal com varias diferenças, mas perfeito juntos. Desde o ínicio tudo deu relativamente certo para que os dois pudessem ficarem juntos. Foi como se os dois fosse feitos um para o outro. Tudo era perfeito […] Mas é como se dizem “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Eu sabia que aquela história não teria um final feliz. Eu sabia que eles não viveriam juntos por muito tempo. Eu prensenciei tudo de perto. Porque a garota simpática era eu, e o garoto encantador era ele. E nós não demos certo. Nós eramos errados, nós eramos os opostos, e ao menos nos completávamos. Eu sofri, eu derrubei milhares de lagrimas, mas quer saber? Foi até melhor ter acabado logo com esse amor, que na verdade, nunca deveria ter começado.
(meu-imortal)

Tem pessoas que vão embora porque querem, e outras simplesmente porque chegou a hora de partir. E são essas partidas obrigatórias, que são as mais dolorosas. Tem pessoas que partem sem dizer um adeus, ou um até logo. Tem pessoas que partem sem dar aquele último abraço, sem dar aquele último sorriso. Tem pessoas que partem e deixam marcas profundas, e outras que simplesmente são lembradas com pequenos momentos, mas que são lembradas pra sempre. Quem nunca perdeu alguém importante? Quem nunca sentiu a dor de uma perda? Quem nunca sentiu falta? Quem nunca? Pois é. Quase todo mundo já sofreu com a partida de alguém importante. E quer saber? É muito doloroso. E não existi quantidade de lágrimas que consiga demonstrar a tristeza que isso significa.
(meu-imortal)

Primeiro dia de aula, e pelo segundo ano seguido estava na mesma escola, alguns alunos novos, que por sinal eu não estava nem um pouco afim de conhece-los. Meus únicos amigos daquela sala eram super receptivos e nas primeiras semanas fizeram questão de acompanhar os alunos novos. Eu não me aproximei muito de nenhum deles, mas havia um que mexeu comigo, de uma forma estranha, de uma forma que nem eu sabia como poderia chamar aquilo. Era ele o motivo por eu estar acordando feliz todos os dias. Era ele, que me arrancou os sorrisos mais verdadeiros naquela sala de aula. Foi por causa dele que eu tirei várias notas vermelhas. Ele tirava minha concentração nas aulas mais importantes. Ele me encantava com aquele sorriso, quando eu deveria ignora-lo. Sabe o que é? É que você me tornou aquela garotinha apaixonada de antes, aquela bobinha que eu era á alguns bons anos atrás. Você me fez acreditar nas suas palavras sem pensar que elas poderiam ser verdadeiras. Você parecia ser tão diferente … mas não foi. Tu foi pior do que os outros. Tu mentiu e me enganou sem dó, sem receio. Tu me usou como um brinquedinho, sem nenhum valor. E foi lá com a “outra”, que com certeza vai sofrer o mesmo tanto que eu, ou não. Porque eu posso dizer que te amei, te amei de verdade, mas ela não te amou, não com a mesma intensidade. Sinto pena de você, porque quem saiu perdendo nessa história foi você, porque amor como o meu, tu nunca mais vai encontrar.
(meu-imortal)